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05 / 07 / 2016

Padrões, uma abordagem eficiente em tempo de competição
padrões de desenvolvimento para desenvolvedores

Ha algum tempo refleti sobre as novas abordagens do mercado profissional, especialmente na área de desenvolvimento, sistemas, web e mobile.

Quando comecei minha carreira era muito comum o termo “vestir a camisa da empresa” e em alguns casos “tatuar a empresa no próprio corpo” tamanha a satisfação de poder fazer parte daquela ou outra empresa e esta por sua vez praticava a mesma abordagem de valorização do seu funcionário seja com inúmeros benefícios, salário ou plano de carreira.

Mas, hoje vejo uma nova abordagem tanto das empresas quanto dos desenvolvedores, não quero entrar no mérito se está melhor ou pior mas o fato é que algo mudou.

Inicia-se pelo fato de que hoje as empresas não chamam mais seus funcionários de “funcionários”, utilizam-se do termo “colaborador” o que no passado, confesso, me soava muito simples para caracterizar um profissional que tem a missão de comprar os valores da empresa e difundi-lo mercado real ou virtual, mas hoje vejo nesse termo um reflexo do mercado, da alta rotatividade desses profissionais devido muitas vezes a pouca qualificação/custo-benefício.

O mercado mudou.

Na minha época era muito comum os chamados webmaster’s que nada mais são do que profissionais que conseguem atingir praticamente todas as áreas do desenvolvimento web (backend, frontend, banco de dados, etc), mas depois de 2007 até mais ou menos 2012 você percebia no mercado uma procura mais especialista por profissionais para cada área, ou seja, a busca por um profissional que sabe tudo de uma única área especifica (entende-se os DBA, UX, desenvolvedores apenas do backend, outro frontend e por ai vai), e obviamente por um custo menor.

A partir de 2014 (não sei se devido a crise), começa a surgir a procura por um profissional que possui um termo muito bacana: Full Stack Developer, ou seja, um profissional que consiga atender tanto a questão backend, como a frontend, banco de dados, ecommerce, etc, tudo isso de forma geral (lembra do nosso amigo webmaster do 3º paragrafo ?).

Resumindo: percebe-se que hoje o mercado olha novamente para esse profissional multitarefa e multimídia. O que chama a minha atenção neste novo momento circular é a postura de alguns desenvolvedores que incrivelmente não aceitam essa nova demanda, especialmente aqueles que iniciaram sua carreira no 2º ciclo (profissional específico).

Tenho cansado de ler artigos sobre como eles descrevem um profissional Full Stack como sendo o famoso “Severino”, aquele que faz tudo, essa tipificação fraca mostra um sentimento de receio em termos de competitividade. Os desenvolvedores precisam entender dois aspectos, o primeiro é que o mercado preza pela competitividade e todo chefe, diretor ou responsável de área quer ter em sua equipe os melhores profissionais, o mais qualificado, o que consegue resolver tudo, o nosso “querido Severino”, o segundo aspecto e talvez o mais desprezado e não menos importante, é que o grande beneficiário de ser um profissional assim é do próprio desenvolvedor.

Vou citar um exemplo:
Já conheci empresas que possuíam desenvolvedores chamados Old School (ou seja, um cara das antigas, muitos anos de trabalho e que atuam apenas em uma linguagem ou um segmento).

Esse profissional apesar de ter todo o seu valor reconhecido até então pela empresa não se adaptou a nenhuma nova abordagem em termos de padrões, ferramentas e principalmente a linguagem que utiliza e que pelo jeito sempre utilizará. Em termos práticos esse profissional sempre encontrava uma curva numa linha reta para cada problema dos tempos modernos que se aproximavam, devido a sua limitação de conhecimentos ou a linguagem/ferramenta utilizada, que se obviamente tivesse se atualizado não teria tido praticamente nenhum esforço devido as atuais linguagens de programação que fazem de forma modular, prática e de fácil manutenção.

Nesse ponto vale a pena frisar a política de atualização e tecnológica da comunidade Open Source, o tempo de resposta para o conserto de um bug encontrado é muito mais rápido do que uma linguagem proprietária, e recentemente vimos também que a comunidade já está mais aberta as expectativas dos modelos de negócio atuais, com o reconhecimento da preocupação que o mercado tem de eventual linguagem deixar de receber uma atualização, por isso destaco iniciativas como dos frameworks Zend e Lavarel que lançaram versões com compromisso de atualização, qualidade e compatibilidade do código sempre integradas.

Voltando ao nossos amigos Old School.
Uma coisa que infelizmente já vi alguns desenvolvedores fazerem é aplicar a sua própria política de desenvolvimento de código, fugindo de todo e qualquer padrão que a comunidade estabelece, tentando assim se preservar em seu emprego, pois ele imagina o trabalho que será para um novo desenvolvedor poder eventualmente continuar aquele projeto, uma forma de pensar equivocada porque você sequer se imagina que poderá sentir na pele, em seu novo emprego caso seja desligado, uma outra proteção de um outro desenvolvedor que também plantou seu próprio escudo.

O que quero dizer com esse artigo é que obviamente todos sabemos a importância de mantermos um código limpo, reutilizável e principalmente buscando sempre seguir os padrões de desenvolvimento, que essa postura deve sempre ser buscada pelas empresas recrutadoras e principalmente pelos desenvolvedores, pois deve-se pensar que ao embarcar numa nova empresa que preze por essas políticas você terá uma adaptação tranquila e que no frigir dos ovos não é o seu “código ilha” que irá lhe manter no cargo mas sim sua capacidade de entendimento de um modelo de negócios e principalmente sua disposição, vontade e coragem de embarcar (e resolver!) novos desafios.

Veja, a empresa tem muito a ganhar com profissionais Full Stack, mas o verdadeiro vencedor é você desenvolvedor, que poderá facilmente em algum tempo, se assim o desejar, abrir uma Start Up pois devido a esse alto grau de necessidade por conhecimento em várias áreas, acaba por acaso descobrindo um novo produto, serviço, parceiro ou tendência que nem mesmo o mercado sabe.

Manter-se atualizado em padrões de desenvolvimento é uma rotina constante que deve a princípio ser uma busca incansável de nos desenvolvedores, alem de sempre buscar atrair o máximo de conhecimento e principalmente sair de nossa ilha do conforto e procurar ver o sol sobre novas perspectivas.

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Sérgio Cardoso
Desenvolvedor de sistemas
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